Casa de Sayuri – Segunda, 00:26
- Itachi, você não está preocupado? – Os olhos castanhos da menina se encontraram com os do seu amado, que estava olhando-a por cima. Ambos sentados no sofá, ela com a cabeça encostada em perna do namorado enquanto ele alisava os seus cabelos com doçura.
- Não. – Itachi respondeu, voltando a olhar para a televisão que passava um filme de romance.
- Mas, já faz bastante tempo que o Sasuke saiu e ele ainda não voltou!
- Sayuri, você não precisa se preocupar com a gente. Preocupe-se apenas com a sua segurança.
- Itachi, você pode achar o que quiser, mas eu não consigo imaginar o Sasuke sozinho a essa hora da noite! – A garota se levantou do colo do rapaz e ficou fitando os seus olhos.
- Qual o problema dele se divertir? – Itachi respondeu pacientemente, percebendo que a garota já estava ficando nevorsa.
- Não é isso. Ele não é daqueles que ficaria até uma hora dessas em uma balada.
- E nem é daqueles que fala toda a sua vida para a família. – O rapaz pegou Sayuri pelas mãos e a fez olhar em seus olhos. Os cabelos negros dela balançavam com a sutil brisa que entrava pela janela. – Sayuri, você é a nossa menina. Não se preocupe com a gente. O que o Sasuke faz é da conta dele e não pense em sair por aí procurando-o, como eu sei que pretende fazer. A sua mutação não foi feita para isso.
- Então para que eu tenho isso? Para ficar pulando do banheiro para o quarto quando eu estiver apertada? Eu só... – Ela parou de falar repentinamente, colocando a mão na cabeça.
- Você está bem, Sayuri?
- Eu estou, é só uma dor de cabeça...
Antes que ela pudesse terminar o seu cérebro começou a bombardear cenas do seu irmão mais novo. Era como se flashes de Sasuke estivesse passando pela sua mente a todo instante, tão rápidos que não dava tempo dela identificar cada cena. Todas as suas memórias, até mesma as já esquecidas da sua mente, estava voltando à tona. Ela pressionou as mãos contra a cabeça, lutando para que aquela dor passasse.
- Sauyri! – Itachi se levantou, mas não foi capaz de fazer nada pela amante. Uma explosão de cenas com Sasuke estava invadindo a sua mente. Ambos ficaram vendo essas cenas durante exatos 7 minutos, quando finalmente os seus cérebros voltaram a funcionar normal.
Eles permaneceram em silêncio, um olhando para o outro com rostos preocupados. Até mesmo Itachi, que nunca deixava uma expressão de emoção formar em seu rosto, parecia aflito. Uma gota de sangue caiu do nariz de Sayuri e ela pulou nos braços do namorado, que a abraçou com força.
- Itachi, tem algo acontecendo com o Sasuke!
- Eu sei, mas não podemos fazer nada. – Ele pegou com delicadeza o rosto da moça e as olhou nos olhos. – Nós não podemos interferir na vida do Sasuke só porque estamos preocupados.
- Mas Itachi...
- Não! Você não vai sair teleportando por aí atrás dele. Sabe o que eu acho dessa sua mania e não pense que irá me enganar. – Itachi se afastou dela e agora tinha uma voz mais firme. – Vá dormir, Sayuri!
- Itachi, eu não sou mais uma criança. – A garota bufou, olhando para as escadas que levavam ao primeiro andar e imaginando a hora que iria subi-la. E seria em breve.
- Para mim você nunca deixará de ser a minha irmã mais nova.
- Itachi...
- Vá. Amanhã nós conversamos.
Sayuri fitou o rapaz com os olhos e subiu as escadas, revoltada. Ela abriu a porta do seu quarto e para todos os sapos que ela tinha, cada um guardado em uma espécie de aquário diferente.
- DROGA! – Ela berrou. Itachi iria escutá-la na certa, mas não conseguia se conter. Como era ruim ser assim, subordinada. Queria ter arranjado forças para continuar a discursão, se lamentava por ter sido fraca. Ela olhou para o espelho e ficou algum tempo em silêncio. – Isso não vai ficar assim.
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